Conheça 5 etapas do design thinking na educação e aplique-as em sala de aula!

Um dos grandes desafios dos professores em sala de aula é trabalhar com os estudantes situações que estejam o mais próximo possível daquilo que vivenciam no dia a dia. Por isso, o design thinking na educação, bem como outras metodologias similares, são excelentes ferramentas para o docente.

Elas possibilitam estimular a criatividade, a imaginação e diversas habilidades que serão essenciais para os estudantes hoje e no futuro. São uma forma diferente de mediar o aprendizado e possibilitar a aquisição de conhecimento.

A utilização desse método é capaz de revolucionar a forma como os jovens aprendem. Por isso, preparamos este artigo para falar um pouco mais sobre o design thinking e sua aplicação em sala de aula. Continue lendo para saber mais sobre ele e conhecer as etapas que ajudarão a implementá-lo com suas turmas. Acompanhe!

O que é design thinking?

Embora muitos problemas e situações possam ser supridos por meio de produtos, serviços, processos e outros que já foram inventados, existem muitas necessidades que ainda precisam ser atendidas. Além disso, empecilhos e desafios acontecem a todo instante, o que também exige inovação.

O design thinking é uma metodologia que traz justamente a proposta de suprir ou preencher lacunas com foco em trazer benefícios para um determinado grupo ou o coletivo. Sua base é colocar o ser humano no centro das criações com o objetivo de desenvolver ideias especificamente para um determinado problema.

Por isso, ele também exige uma grande empatia, afinal, é preciso analisar as situações, identificar um problema e desenvolver uma solução. Mas, para que tudo isso seja possível, é fundamental colocar-se no lugar do outro a fim de compreender o que poderia favorecer ou facilitar uma determinada situação e trazer vantagens ou benefícios para os interessados.

Essa metodologia tem sido utilizada por diversas áreas, como no desenvolvimento de produtos, no design de embalagens, em layouts gráficos, no setor de vendas, na elaboração de serviços, entre outras do ramo governamental, empresarial e educacional.

Sendo assim, o design thinking é uma das ferramentas que podem ser utilizadas em sala de aula para promover um melhor aprendizado dos estudantes, estimulando a busca por soluções realmente eficazes e viáveis.

Por que usar o design thinking na educação?

O design thinking, no ambiente escolar, também é conhecido como aprendizagem investigativa. Quando aplicado em sala de aula, ele torna o estudante um formador de conhecimento também e não apenas um receptor de informação.

Isso porque o jovem precisa participar ativamente dos processos propostos, aplicando o seu conhecimento e contribuindo com o grupo para se chegar à solução para um determinado problema.

Ele é estimulado a investigar, analisar, estudar, interpretar e identificar problemas ou necessidades e definir de que forma eles podem ser eliminados ou supridos. Dessa forma, o estudante desenvolve diversas habilidades como senso crítico, raciocínio lógico, pensamento estratégico, entre outros.

O design thinking é importante nesse contexto porque cabe às instituições de ensino preparar as novas gerações para a vida cotidiana e também o mercado de trabalho. E nós sabemos que os desafios são constantes, exigindo que o indivíduo aplique suas habilidades e conhecimentos para se sair bem.

Criatividade, versatilidade, flexibilidade, trabalho em equipe e empatia são algumas competências fundamentais já exigidas atualmente. A tendência é de que isso se torne cada vez mais expressivo sendo então fundamental que os jovens se mostrem dinâmicos e proativos, solidários e conscientes. Assim, eles se tornam cidadãos influentes e profissionais capacitados.

A seguir, listamos algumas vantagens alcançadas com a aplicação do design thinking na educação.

Estímulo à criatividade

O design thinking na educação desperta a criatividade porque os estudantes precisam analisar um determinado problema e pensar em uma solução que seja viável e benéfica para ele. Assim, usam o seu conhecimento e experiências para propor novas ideias.

Desenvolvimento de inovações

O ideal é que o design thinking estimule os estudantes a pensarem em coisas que ainda não existem. Por isso, ele também promove a inovação, já que os jovens trazem ideias diferentes que podem ser empregadas ou aprimoradas para se extrair o máximo de vantagem e benefício delas, além de inspirar novas soluções.

Propagação da empatia

Como dito, o foco do design thinking é manter o ser humano e suas necessidades no centro das atenções ao se desenvolver um novo projeto. Então, o estudante precisa se colocar no lugar do outro, entender as suas dores e necessidades. Assim, torna-se mais empático ao se familiarizar com os problemas dos demais.

Despertar do interesse

Aulas planejadas para usar a metodologia do design thinking são mais interessantes para os estudantes, pois dão espaço para que coloquem as suas ideias e opiniões. Eles se sentem envolvidos com processo e pertencentes a um grupo, além de ser mais atrativo aprender de forma prática e ver os resultados do seu empenho.

Como implementar o design thinking na educação?

Na prática, essa metodologia é composta por cinco etapas diferentes, sendo:

  • descoberta;
  • interpretação;
  • criação;
  • experimentação;
  • evolução.

Por isso, para aplicar o design thinking no âmbito educacional, é importante compreender como o processo deve transcorrer a fim de alcançar bons resultados. Não existe uma receita a ser seguida, mas é fundamental manter uma sequência lógica para que os estudantes possam compreender como se dá o processo de planejamento e busca por soluções.

Essa metodologia na área educacional é capaz de integrar as necessidades individuais de cada estudante com aquelas do coletivo para que eles encontrem soluções que melhorem o trabalho em equipe, o ambiente da sala de aula, escolar e também o mundo. Além disso, pode auxiliá-los a encontrar formas de construir uma carreira profissional bem-sucedida.

Veja a seguir os passos para aplicar essa metodologia com sucesso em sala de aula.

Passo 1: Defina um problema

Com base na realidade vivenciada pelos estudantes, seus conhecimentos e experiências, defina um problema que possa impactar significativamente um grupo. Prefira algo que ainda não tenha sido sanado para estimular a criatividade e a inovação.

Passo 2: Peça soluções

Exponha o problema para os estudantes de forma clara e peça para que eles reflitam sobre essa questão e encontrem possíveis soluções para ela. Prefira que se organizem em grupos para desenvolverem ainda mais habilidades e competências ao trabalharem em equipe.

Passo 3: Estimule a criação

Nessa terceira etapa, é hora de desenvolver o projeto de forma concreta. Os estudantes devem encontrar informações e recursos que viabilizem as ideias saírem do papel para se tornarem de fato uma solução.

Passo 4: Analise as ideias

É interessante que essa fase de análise das ideias seja feita por toda a sala. Assim, cada grupo deve expor as soluções que encontrou, de modo que todos tenham a oportunidade de participar. O coletivo identificará aspectos que possam ser melhorados em cada uma delas a fim de explorar o máximo de seu potencial.

Passo 5: Aprimore os projetos

O design thinking é um processo que viabiliza melhorias constantes, então, uma vez feita a análise das ideias e soluções propostas, bem como os aperfeiçoamentos que podem ser realizados, permita que os estudantes aprimorem os seus projetos aproveitando as críticas construtivas que foram expostas.

Aplicar o design thinking na educação é uma excelente forma de aprimorar a metodologia de ensino e viabilizar um aprendizado mais completo para os estudantes. Dessa forma, eles podem colocar teorias em prática e trazer inovações, ao mesmo tempo em que exercitam habilidades e desenvolvem competências que os tornarão cidadãos mais conscientes e profissionais mais capacitados.

O que você acha dessa metodologia? Acredita que ela pode contribuir positivamente com o processo de ensino-aprendizagem? Deixe um comentário para registrar a sua opinião!

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